
Quando
preparava a torrada do pequeno almoço, no primeiro dia de férias na
terra, o homem cortou-se. Aquele golpe trouxe-lhe à memória um
longínquo episódio que estava enterrado sob camadas de
esquecimento: devia ter já vinte anos quando ele e um dos melhores
amigos de então, tinham pela última vez marcado a canivete os
respetivos símbolos tribais numa árvore junto à ribeira. Era então
a zona de banhos da juventude, sobretudo estudantil, à falta de uma
piscina municipal, só construída trinta anos depois. Recorda que,
por aqueles dias, alguma coisa se quebrou naquela amizade, mas tem
ideia...