
As
referências ao estranho caso de Maria das Dores são escassas e
pouco elucidativas. Foi ao folhear números do Jornal de Anadia do
ano de 1965, em pesquisas etnográficas, que encontrei uma pequena
notícia no fim de uma página par. Não consigo reproduzir o texto,
porque entretanto perdi a cópia, mas lembro-me que tratava de uma
mulher que se tinha suicidado, após ter assistido a uma apresentação
do Coro Paroquial de Arouca, no Teatro Bairradino. A notícia referia
que o grupo coral carregava um histórico de outras mortes
inexplicadas de espectadores e levantava suspeitas sobre uma possível
influência...