
Não
é um feito de que me orgulhe, mas tenho de confessar: eu apanho
coisas no lixo. De vez em quando, percebo que uma peça interessante
está poisada junto a algum dos grupos de caixotes que estão
distribuídos um pouco por todo o bairro. Já trouxe para casa uma
pequena mesa de apoio de sofá, uma prateleira para frascos de
especiarias, uma moldura de madeira trabalhada e pintada de castanho,
mas, geralmente só apanho livros. Apesar de poucas pessoas os
comprarem, vão aparecendo livros, geralmente escolares, junto aos
caixotes.
Esta
história começa há uns quatro meses, em uma das minhas...