
A minha mãe é alegria. E
sabor. Ela junta açúcar num pratinho com requeijão ainda quente
que o meu pai acabou de trazer. Delícia! Colhemos figos amarelos a
escorrer um pingo de doçura dourada. Regalo! Vamos à fonte buscar
água. Fresca! Eu corro à frente. A correr, ninguém ganha à
Flecha, a cadela. Corro com ela, feliz. Correr é bom! E andar
descalço pelos campos. E nas areias frescas da ribeira. Pela sombra
dos amieiros. E estar deitado no meio da erva. Ouvindo os muitos
pequenos sons do campo. E sentindo os muitos aromas das plantas. O
cheiro a fumo da erva cortada de fresco…
Fumo?...