
Foi
ao almoço, em casa da minha prima no Cartaxo, que o assunto da
amizade foi levantado.
— Pai,
o Bruno quer que eu lhe empreste o street-skate — lançou o
meu priminho Sérgio, logo no princípio do creme de ervilhas.
— Porquê?
Ele não tem? — retorquiu Estêvão, o marido da minha prima, meio
desinteressado.
— Só
tem um dos básicos. Mas, como vai passar o fim de semana a Lisboa,
quer ir ao passeio do Parque das Nações com uma máquina a sério.
— E
então, emprestas?
— Achas?
Só entrou na escola o mês passado. Eu sei lá se ele mo perde ou o
estraga? — argumentava o Sérgio, para encobrir...