
Nunca ninguém o viu. Nunca ninguém
se deparou com ele ao dobrar uma esquina, fosse noite ou dia. Mas
nunca ninguém duvidou que ele se passeava invisível
por toda a cidade. Alguns afirmavam ter entrevisto sombras que eram,
indubitavelmente, projeções
da figura fantástica do
passeante invisível.
Outros garantiam ter
ouvido sons abafados, momentâneos
arrastamentos como de
passos,
que comprovavam que ele se passeava por ali.
A
cidade é feita de muitas estruturas artificiais. Físicas e
organizativas. Os homens precisam de um lugar coletivo para viver.
Estarem juntos dá conforto e segurança,...