
— Como
acontecia frequentemente, o conselheiro Luís Galhardo almoçava
nessa quarta-feira no restaurante Valadares, em Lisboa, com o seu
amigo Vasco Corvelo, administrador principal do Banco Nacional de
Investimentos. Falavam de negócios e saboreavam um carpaccio de lagosta, antes da chegada do linguado au
meunier.
— Se
o Governo se decidir, finalmente, pela privatização da Caixa, é
fundamental que eu possa subscrever, pelo menos, setenta milhões de
ações — enfatizava Galhardo. Aparentava uns cinquenta e tal anos
enxutos, o olhar decidido, as sobrancelhas negras fazendo contraste
com o cabelo...