
Era
uma manhã cheia de sol. Uma vaca pastava muito tranquila no prado.
Embora ninguém a visse sorrir, estava feliz por saborear as tenras
folhas do trevo e as flores e as vagens do tremoço. De repente, a
serena manhã da vaca foi agitada por um coelho que passou junto
dela, tão veloz como todos os coelhos que fogem aflitos dos cães
dos caçadores, e lhe gritou:
— Sai
da frente, vaca!
A
felicidade dela desapareceu nesse momento. Estava farta de lhe
chamarem vaca. É certo que tinha algum peso a mais, mas estarem
sempre a lembrar-lho... Até um insignificante coelho? Estava farta!
Nessa
tarde...