
Fernando
Nunes tinha a certeza de que as forças encobertas não deixariam
passar aquela ocasião, não iriam ignorar aquele descuido fatal da
sua segurança. Morreria nesse dia e sabia como, só não sabia de
onde surgiria o golpe decisivo.
Não
era supersticioso. Ou, pelo menos, achava que não era. Aliás, fazia
questão de mostrar que não ligava a gatos pretos, nem se inibia de
abrir guarda-chuvas em casa ou de passar por baixo de escadas. É
certo que o fazia com algum acinte e esforço de racionalização.
Sabia perfeitamente que certas superstições radicavam em sabedoria
prática, que tinha degenerado...