
O
primeiro encontro foi como uma caixa de rebuçados. Era o tempo dos
rebuçados e dos berlindes. Mas também de uma das primeiras
responsabilidades: a escola.
Nos
dias de primavera, Orlando, de botas com sola de borracha feitas no
sapateiro, palmilhava bem cedo os três quilómetros do caminho entre
muros que separava a queijeira, onde morava com a avó, da escola da
aldeia, cruzando-se com carros de bois, grupos de mulheres a caminho
das hortas, um rebanho a atravessar de um terreno para outro. Se
estava frio, apressava o passo a contornar uma ou outra poça de
água, mala com cadernos...