
Os
cemitérios de Lisboa são lindíssimos. Têm avenidas bordejadas de
“palacetes” e esculturas, muitas flores e algum silêncio.
Ostentam uma arquitetura que, ao longo dos tempos, tem refletido a
arquitetura dos vivos. E mais bem preservada do que a da cidade dos vivos.
É que, nessa cidade dos mortos, não é necessário deitar jazigos
abaixo para construir agências de bancos e de companhias de seguros.
Ali, não abundam os clientes financeiros.
Veem-se
jazigos de todos os estilos: neogótico, neomanuelino, neoclássico,
“casa portuguesa”. Uns, imponentes, a refletir a importância do
defunto...