
Paulina,
a Castanha, não queria acabar comida por um esquilo. Nem a sua
ambição era ficar ali pela terra e um dia gerar um grande
castanheiro.
― Maior
e mais majestoso que o papá ― chilreavam de entusiasmo as irmãs.
Antes
de tomar qualquer decisão, queria saber o que havia para lá da
curva do caminho.
Um
dia, de manhãzinha, disse adeus às duas irmãs, que se mantinham no
aconchego do ouriço familiar, e partiu em direção a sul. A meio da
manhã, encontrou outra castanha como ela, mas mais anafada.
― Olá!
Quem és tu e para onde vais? ― perguntou Paulina.
― Sou
uma Castanha da Índia...