10/11/2015

Esta Cidade não é para Frutos Secos

Paulina, a Castanha, não queria acabar comida por um esquilo. Nem a sua ambição era ficar ali pela terra e um dia gerar um grande castanheiro. ― Maior e mais majestoso que o papá ― chilreavam de entusiasmo as irmãs. Antes de tomar qualquer decisão, queria saber o que havia para lá da curva do caminho. Um dia, de manhãzinha, disse adeus às duas irmãs, que se mantinham no aconchego do ouriço familiar, e partiu em direção a sul. A meio da manhã, encontrou outra castanha como ela, mas mais anafada. ― Olá! Quem és tu e para onde vais? ― perguntou Paulina. ― Sou uma Castanha da Índia...