
Gregório
começava a vir a si. No seu cérebro baralhavam-se as cores e os
sons. Muito lentamente, começou a distinguir umas de outros, estes a
tornarem-se mais agudos e aquelas a ganharem formas. Começava já a
aperceber-se da diferença entre um vermelho carregado e um azul
quase negro, que deambulavam na sua retina. Agora, chegavam outras
sensações de dor e de frio, sem conseguir, no entanto, saber donde
vinham elas. Durante longo tempo, foi tomando consciência de todo o
seu corpo. As cores tinham-se desvanecido e acabado por desaparecer,
restando agora um escuro persistente; dos sons ficara...