10/07/2015

Confinado

Gregório começava a vir a si. No seu cérebro baralhavam-se as cores e os sons. Muito lentamente, começou a distinguir umas de outros, estes a tornarem-se mais agudos e aquelas a ganharem formas. Começava já a aperceber-se da diferença entre um vermelho carregado e um azul quase negro, que deambulavam na sua retina. Agora, chegavam outras sensações de dor e de frio, sem conseguir, no entanto, saber donde vinham elas. Durante longo tempo, foi tomando consciência de todo o seu corpo. As cores tinham-se desvanecido e acabado por desaparecer, restando agora um escuro persistente; dos sons ficara...